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Rubéola

A rubéola é uma doença aguda causada por vírus, muito contagioso, que se transmite com extrema facilidade. A pessoa doente pode apresentar manchas avermelhadas na pele, começando no pescoço, que depois se alastra para o tronco, pernas e braços.

A doença é aguda porque os sinais principais aparecem rapidamente, as manchas no corpo (exantema) apresentam máxima intensidade no 2º dia e desaparecem até o 6º dia, durando em média de 5 a 10 dias, coincidindo, geralmente com o início da febre, que é baixa.

Esses sinais colaboram para fazer a diferença com outras doenças que apresentam manchas no corpo. Podem estar presentes, também, alguns sintomas gripais, dor de cabeça, dores generalizadas, conjuntivite, coriza e tosse.
É importante saber que a metade dos casos de rubéola são assintomáticos, ou seja, em 59% dos casos os sintomas não estão presentes, não são visíveis.

O problema é que estes casos assintomáticos podem contagiar as pessoas suscetíveis, ou seja, pessoas desprotegidas, seja por não terem tido a doença, seja por não serem vacinadas. Os vírus são transmitidos de uma pessoa infectada para outra quando esta entra em contato direto com as gotículas de secreções que saem do nariz e da boca da pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar.

A transmissão por meio de objetos contaminados, ou seja, a transmissão indireta, pode acontecer. Quando a grávida mantém contato com as gotículas de secreções de pessoa doente, mesmo assintomática, ela transmite o vírus para o bebê através da placenta. O vírus provoca infecção na placenta e no feto.

A rubéola não é uma doença grave, mas o problema é quando ela é transmitida à mulher grávida. Neste caso a gestante pode abortar ou o bebê pode nascer morto, além disso o bebê pode nascer com a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) e apresentar alguns problemas que perduram por toda vida. Os problemas mais comuns são: deficiência auditiva (surdez), lesões oculares (retinopatia, catarata, glaucoma), problemas no coração (más formações cardíacas), problemas neurológicos.

O período de incubação varia de 14 a 21 dias. A média é de 17 dias.

O período de transmissibilidade é de 5 a 7 dias antes do início do exantema, aproximadamente, e pelo menos de 5 a 7 dias depois. O tratamento é apenas sintomáticos (analgésicos e antitérmicos) Não há tratamento específico para rubéola.

Todos os países da região das Américas se comprometeram no ano de 2003, durante a 44ª reunião do Conselho Diretor da OPAS, em eliminar a rubéola e SRC, reafirmando este compromisso em outubro do ano de 2007 por meio da Resolução CD44.R1, em alcançar a meta de "eliminação da rubéola e da síndrome Síndrome da Rubéola Congênita (SRC)" para o ano 2010.


Dúvidas, perguntas e sugestões:
tiago@gazetadevacaria.com.br
Data: 04/10/2008
Autor: Tiago Bernardi Franco


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