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Praça Daltro Filho - 1938 |
Em 1697, os Padres Espanhóis, saindo das Missões, adentravam os nossos campos com a primeira leva de gado vacum. Em 1713 os índios das Missões abriram picadas nos futuros Matos Castelhano e Português (próximo a Passo Fundo), penetrando o Planalto ou seja, a região jesuítica da Vaccaria dos Pinhais, mais tarde e, sucessivamente , os Sertões do Continente de Viamão e Distrito de Santo Antônio da Guarda Velha, posteriormente, da Patrulha, formado pêlos municípios de L. Vermelha, Vacaria, Bom Jesus na amplidão pastoril e, na zona colonial da Serra Geral por Antônio Prado, Veranópolis e Nova Prata. Segundo Teschauer, os jesuítas e índios, aqui internaram oitenta mil cabeças de gado vacum, com que iniciaram seus domínios pastoris. Às passagens foram abertas com muito trabalho, força de braço e a machado, abrindo caminho para passar os primeiros gados (Cristóvam Pereira de Abreu ( Rev. do Inst. Hist. Bras. vol.69, p. 258). Dos vestígios da dominação da Companhia de Jesus, entre outros, citamos o célebre “marco de pedra polida”, cuja origem não foi identificada, descoberto no então segundo distrito de Bom Jesus, que, afora sinais e letras de legenda, nele se encontra a data sugestiva de 1622( esta data 1622 está bem clara no livro No Planalto de Manoel Duarte - para outros a data é 1692, 70 anos de diferença ? ) o qual, segundo A. de Taunay e P. Geraldo Pauwels, representa o mais antigo monumento do Rio Grande do Sul ( referido marco encontra-se no Museu da Prefeitura M. de Vacaria).
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Praça Daltro Filho - 2002 |
As picadas por estes campos aos pouco se abriam. Assim é que em 21 de dezembro de 1761 se fundava a Capela curada de Nossa Senhora da Oliveira de Vacaria em conseqüência do encontro da Santinha. Em 1769 era provida de seu primeiro pároco residente, o Pe. Duarte Ferreira Roriz. Constam os registros que, em 1785 havia 24 ocupantes de terras com títulos legais e 64 ocupantes sem título algum. Destes possuidores destacamos o lagunense Manoel Rodrigues de Jesus que, segundo Manoel Duarte, sua prole se desdobraria incalculavelmente, representando, bem se pode dizer, a população vacariense, onde não há família que não descenda ou não se ramifique a sua arvore genealógica, bem como a prole de José de Campos Bandemburg.. O tempo foi passando e, em 22 de outubro de 1850, pela lei número 185, a Freguesia de Nossa Senhora da Oliveira de Vacaria foi elevada à vila, sendo, esta data, após consulta confirmativa ao Instituto histórico Geográfico do Rio Grande do Sul, havida como a data oficial do Município de Vacaria. Em 1936, pelo Dec. Lei nº. 6.332, assinado pelo Governador Flores da Cunha, Vacaria toma a denominação de CIDADE.
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